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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Evite as Contendas


O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no Senhor prosperará.
Provérbios 28.25

Provavelmente, em 80% dos lugares que visitamos com nosso ministério há membros de igreja que estão envolvidos com contendas. A contenda é a ferramenta do diabo contra nós. Exige autocontrole pessoal permanecer fora de contendas.
Se você quer manter a paz, não poderá sempre dizer tudo o que tem vontade. Algumas vezes você terá de controlar-se e desculpar-se mesmo quando não tiver vontade alguma de fazê-lo. Mas, se você semear o divino princípio da harmonia e unidade hoje, chegará um tempo em que colherá as bênçãos decorrentes disso.


Semeando e Colhendo


Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos [não somente sendo úteis e benéficos a ela, mas também fazendo o que é bom para a sua edificação e proveito espiritual], mas principalmente aos da família da fé [aqueles que pertencem à família de Deus como vocês, os crentes].
Gálatas 6.10

“Pois aquele que semeia para sua própria carne (a natureza caída, a sensualidade) da carne colherá a decadência, a ruína e destruição, mas aquele que semeia para o Espírito colherá do Espírito a vida eterna” (Gálatas 6.8).
Podemos desfrutar nossa vida (e evitar problemas) se seguirmos a direção do Espírito Santo. A Palavra nos diz para não cansarmos de fazer o bem, pois a promessa de Deus é que, aquilo que semeamos hoje, colheremos algum dia no futuro (versículo 9). Seja corajoso, aja com nobreza e continue a fazer aquilo que sabe que é certo.

O Inferno e a Vida Eterna







A Bíblia descreve o inferno como um lugar real. É um lugar de sofrimento para aqueles que morrerem sem aceitar a Jesus Cristo como Salvador, e de separação permanente de Deus. O desejo de Deus não é nos separar eternamente, por este motivo ele enviou seu filho Jesus Cristo para terra. (Hebreus 9:27; Apocalipse 20:12-15; João 3:16-18)

Jesus voltará e levará para o céu, por toda a eternidade, todos aqueles que o aceitaram como Salvador. (Atos 1:11; Tessalonicenses 4:13-17; Hebreus 9:28)




A Vida Eterna e o Novo Nascimento




O primeiro passo que o homem dá para alcançar a Salvação é experimentar a tristeza produzida pelo arrependimento e o novo nascimento está disponível para toda a humanidade.

A Salvação acontece quando Cristo Jesus é aceito como Salvador. A pessoa nasce de novo. Seu espírito está vivo com Deus na eternidade. (2 Corintios 7:10; 1 Juão 5:12; Juão 3:3-5)


Dons do Espírito Santo



Deus dá a todos os crentes dons espirituais. Estes presentes são para a edificação do povo de Deus (da igreja) e prova a existência e poder de Deus para os que não crêem. Os dons do Espírito são importantes e ativos hoje. (I Coríntios 12:4-11; I Pedro 4:10)




A Santificação


Declaração de Fé
A Santificação




A Bíblia ensina que sem Santidade ninguém verá a Deus. cremos na Santificação como uma obra de Graça definitiva, mas ao mesmo tempo progressiva, começando na restauração e continuando até a consumação da Salvação.

Santificação é um processo contínuo que permite o desenvolvimento do caráter de Deus em nós.

(Romanos 6:19; Gálatas 5:22-25; Hebreus 12:14; 1 Tessalonicenses 5:23; 2 Pedro 3:18; 2 Corintios 3:18; Filipenses 3:12-14; 1 Corintios 1:30)





BATISMO COM ESPIRITO SANTO


Declaração de Fé
O Batismo Com o Espírito Santo




O batismo com o Espírito Santo e com o fogo é um presente de Deus. Foi prometido por Jesus Cristo àqueles que são crentes em seu poder e têm recebido o novo nascimento. Ele ajuda o crente dando poder para desenvolver o caráter de Cristo e para viver todos os dias conforme o desejo de Deus. Esta experiência é acompanhada pela evidência inicial de falar em outras línguas, segundo o Espírito Santo. (Mateus 3:11; João 14:16-17; Atos1:8; Atos 2:38-39; Atos 19:1-7; Atos 2:4)



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

FRUTO DO ESPÍRITO, UM DESAFIO DIÁRIO


Sem o fruto do Espírito passamos a desenvolver um cristianismo teórico, sem vida e seremos condenados pelos outros como aconteceu a uma igreja inglesa, quando o famoso estadista indiano Mahatma Gandhi adentrou neste templo para assistir a um culto.
RUTO DO ESPÍRITO, UM DESAFIO DIÁRIO Uma das mais importantes facetas doutrinárias da obra de Deus é o fruto do Espírito. Esta doutrina nos ensina o verdadeiro caminho para a humildade que é verdadeiramente a beleza da santidade. Sem o fruto do Espírito passamos a desenvolver um cristianismo teórico, sem vida e seremos condenados pelos outros como aconteceu a uma igreja inglesa, quando o famoso estadista indiano Mahatma Gandhi adentrou neste templo para assistir a um culto. No fim da reunião transtornado, numa reação que mistura indignação com sabedoria ele assim exclamou: "O vosso Cristo eu quero, o vosso cristianismo eu não quero". Com esta frase podemos analisar o quão importante é o fruto do Espírito como uma verdadeira faceta de santidade pela palavra como João Calvino o homem que durante dez anos tornou Genebra a cidade de Deus na terra, pois verdadeiramente lá se vivia uma teocracia, pois Deus reinava absoluto segundo os ensinamentos da palavra de Deus, pois isto o reformador genebrino assim exclamou. "Devemos como servos de Deus nos submeter à escola das santas escrituras e tirar dali, tudo o que for necessário". Nossa vida fala mais alto que nossas palavras, por isso o ensino deve novamente ser a prioridade da igreja, pois a palavra é a espada do Espírito (Ef 6.17), e a forma de melhor transmiti-la é com nossa vida, como nos ensina Agostinho o bispo de Hipona. "Evangelize, evangelize, evangelize e em ultimo caso diga alguma coisa". A melhor forma de ganhar o próximo para Jesus é vivendo uma vida de integridade e isto só se torna possível mediante o fruto do Espírito Santo que são expressões do caráter de Cristo em nossas vidas. Quando nossa vida fala mais alto não apenas nossas palavras são quando as pessoas vêem algo diferente no nosso falar, no nosso proceder, quando o evangelismo passa a ser também com a vida, tornando o mundo para nós uma "paróquia" como dizia John Wesley o pai do metodismo. Esta sim é a verdadeira obra do Espírito, pois o Senhor está interessado num povo santo e de boas obras, que busque a santificação, tenha caráter e santidade para que assim possa fazer a diferença diante da pós-modernidade. Diante de tantas indagações feitas pelo homem moderno à igreja deve oferecer respostas e estas têm que serem apresentadas com diferença de vida e agir, pois se buscarmos apenas os dons e não o fruto poderá causar espanto apenas pelas coisas miraculosas que podem ser feitas, mas não pela diferença social e humana que devemos causar na sociedade, impactando o homem moderno com atitudes que apresentem respostas para as principais indagações dos homens nesta era pós-moderna, onde as vãs filosofias dominam e a palavra poder e glória têm tomado conta do pensamento globalizado. Com esta reflexão analiso primeiramente a importância do fruto do Espírito tanto no contexto evangélico, como a sua influência sobre a sociedade, em detrimento de uma igreja que busca apenas dons e poder, mas tem sérias deficiências em áreas como maturidade e caráter. Agindo assim o mundo não observará na igreja uma agência de mudança, mas sim, uma agência de poder. Na verdade o poder de Deus é de suma importância para o desenvolvimento da obra, mas tem que vir acompanhado pelo fruto do Espírito, pois do contrario nossa membrasia corre o risco de cair no ostracismo, valorizando demais dons, graça e conseqüentemente glória própria e menos caráter, santidade o que conseqüentemente apresenta a glória de Deus entre os homens, como o nosso Senhor Jesus nos ensinou, "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração". (Mt 11.29) DEFINIÇÕES: FRUTO: Segundo o dicionário do Globo a palavra fruto em sua etimologia significa filho, prole, efeito, resultado, utilidade, rendimento. Já no sentido bíblico o fruto esta sempre associado com nossas atitudes (Mt 7. 17-20), que devem estar sempre de acordo com os ensinos de Cristo (Lc 6.43-49), para que possamos estar sempre como uma vara ligada em Cristo para que possamos dar muitos frutos (Jo 15. 2-5), por que sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15.5). DEFINIÇÃO TEOLÓGICA DO FRUTO DO ESPÍRITO SANTO: A Missão do Espírito Santo é conduzir o homem a toda a verdade transmitindo a este as palavras de Cristo, fazendo-os lembrar (Jo 5.39), através da espada do Espírito (Ef 6.17), transmitindo ao homem a capacidade de ser alvo da plenitude do Senhor. Para que Cristo habite, pela fé, no vosso coração; a fim de estando arraigados e fundados em amor, poderdes, perfeitamente compreender, com todos os santos, qual a largura, e o comprimento, e altura e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus (Ef 3.17-19). Através do Fruto do Espírito Santo estas virtudes se manifestam na vida do crente e este é cheio do Espírito Santo (Ef 5.18). Fruto do Espírito constitui-se em expressões do caráter de Cristo em nossas vidas, pois nos torna mais parecidos com o nosso mestre, restaurando o homem à imagem de Cristo (Rm 8.29, Cl 3.10), O Fruto do Espírito Santo produz santificação, pois ajuda o crente a ser mais submisso ao senhorio do Senhor, através de uma limpeza pela palavra (Jo 15.3), o que conduzira o homem à santificação (Jo 17.17), apresentando a verdade (Jo 8.32, 36), tornando o salvo um eterno discípulo de nosso Senhor (Jo 8.31), o que irá ajudar o crente a dominar a sua velha natureza (II Co 5.17, Gl 5.16-17) o que irá culminar em uma santificação de dentro para fora, ou seja, do espírito, alma e corpo, ensinando-nos o que é realmente andar no espírito (Gl 5.16), manifestando assim a verdadeira santidade. Com isto, não são as obras que fazem o homem ser bom, mas o homem bom faz as boas obras. (Martinho Lutero). Contrariando assim aquele velho ensino que santidade manifesta-se de fora para dentro como alguns sectários costumam ensinar. Devemos atentar que a palavra fruto encontra-se no singular e não no plural significando que é um fruto subdividido em nove atributos ou virtudes que tem no amor a sua origem, sendo esta a principal virtude as outras são conseqüências ou reflexos (Gl 5.22, I Co 13.1,4-8), e quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor (I Jo 4.7-8). VIRTUDES QUE COMPÕE O FRUTO DO ESPÍRITO AMOR: No original grego a palavra amor tem vários significados, podendo primeiramente ser definido como amor ágape, Eros ou fileo. Como virtude principal e inicial do fruto do Espírito o amor aqui relatado é a ágape, ou seja, o amor divino.Este amor emana de Deus para o homem, pois o Senhor é a fonte de todo o amor (I Jo 4.8). O pastor Russel Norman Champlim em sua enciclopédia define este amor como. Um desejo intenso de agradar a Deus de fazer o bem à humanidade; a própria alma e o espírito de toda a verdadeira religião; cumprimento da lei e aquilo que dá energia a fé Nós o amamos porque ele nos amou primeiro, e se somos regenerados pela sua graça e justificados pela fé, recebemos o amor de Deus que excede a todo o entendimento (Ef 3.18), cumprindo com isto os dois principais mandamentos da lei que foram enfatizados nos ensinos de Jesus quando este debatia principalmente com os escribas e fariseus, como no caso debate inicial sobre o cumprimento da lei para herdar a vida eterna o que culminou com Jesus contando a parábola do Samaritano. Amarás ao Senhor, teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo (Lc 10.27). Agindo segundo este ensinamento passaremos realmente a ter a plataforma para as outras virtudes do fruto do Espírito e cumpriremos cabalmente e com total integridade a religião verdadeira, como ensina-nos Tiago o líder da igreja em Jerusalém e irmão de nosso mestre: A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se da corrupção do mundo. (Tg 1.27). Mediante este ensino de Tiago devemos amar ao próximo, como a nós mesmos, pois mesmo se eu falasse a língua dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine (I Co 13.1), por isto devemos analisar o décimo terceiro capitulo da primeira epistola de Paulo a igreja de Corinto, analisando que: "A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre; tudo crê; tudo espera; tudo suporta. A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão, havendo ciência, desaparecerá; porque em parte conhecemos e, em parte profetizamos. Mas quando vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado".(I Co 13.4-10 ARC). Analisando estes versículos sintomaticamente concluímos que o caminho para a santificação é a manutenção diária do fruto do Espírito Santo. GOZO: No original grego é "chara", Trata-se daquela qualidade de vida que é graciosa, e bondosa, caracterizando-se pela generosidade na dádiva aos outros, o que é resultado de um senso de bem estar e prazer na presença de Deus, o que é derivado de uma intimidade com o Senhor mediante a palavra (Os 6.3), o que gera regozijo no Espírito Santo. Este gozo envolve todas as áreas de nossas vidas nos tornando mais tranqüilos e sensatos diante das situações, mesmo as mais adversas. Para entendermos este gozo basta analisamos o Salmo 23.1, quando Davi assim exclama: O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Diferente do que muitos pretensos teólogos pensam este nada me faltará não se encontra ligado a bens materiais, mas a presença de Deus, pois quando realmente meditamos na palavra somos prósperos espiritualmente (Js 1.8), confiantes em Deus (Sl 46.10), sabedores de que mesmo que nunca nos falte dias de tribulações ou de alegrias devem ser sempre satisfeitas (I Tm 6.8), pois como o Senhor ensinou a Paulo ele também deseja nos ensinar: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo, pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte. (II Co 12.9-10). Devemos ser gratos a Deus em tudo porque aos efésios Paulo assim nos ensinou: Bendito o Deus e pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo. Irmão Paulo não esta nos ensinando a sermos passivos, pessoas que aceitem tudo que é ensinado na igreja, que aceitem tudo que os outros falam como palavra de Deus, mas o que Paulo nos ensina é que o gozo que nós sentimos na alma pela presença de Deus nas nossas vidas nos ensina, mesmo diante das piores situações de desespero, depressão, lutas, doenças e transtornos, que só a graça dele para nos ajudar a suportar todos os desafios impregnados da chamada Teologia do sofrimento. Quando entendemos verdadeiramente o que é a alegria no Espírito Santo, teremos um gozo na alma como um refrigério que mesmo diante das piores situações que em muitas vezes preferimos a morte como no caso de Elias, Moisés e Jonas a graça dele nos sustenta para nos mantermos fieis a sua palavra, não que não podemos sofrer, mas este refrigério nos ajudará a não deixarmos a nossa fé no eterno ir embora. Como também nos dias de alegria, este esta virtude irá nos ensinar a atribuir a Deus todas as nossas conquistas diárias, para que assim não venhamos a nos ensoberbecer, mas sempre regozijarmos no Espírito Santo pelas nossas vitórias pessoais, pois isto é dádiva dele. PAZ: Como virtude do Espírito é a paz que excede a todo o entendimento. Foi pelo intermédio da cruz que Deus estabeleceu a paz (Cl 1.20). A paz envolve muito mais do que uma simples tranqüilidade, ela se encontra totalmente ligada a transformação segundo a imagem de Cristo, onde passamos a desenvolver a mente de Cristo (Rm 12.1-2). Assim o crente sabe qual é a boa, a perfeita e a agradável vontade de Deus passando a desenvolver uma maturidade cristã que irá permite-lo viver em paz com todos (I Ts 5.13, Hb 12.14). Abandonando assim por completo as implicações do eu humano, sabendo que como cristãos nossa maior preocupação deve ser refletir a pessoa de Cristo com nossas atitudes e busca sempre paz tanto interior como com todos. O Reino de Deus é paz (Rm 14.17), porque Deus é Deus de paz (Fp 4.9, II Ts 3.16), e é ele quem nos outorga a paz de Deus (Cl 3.15), que excede a todo o entendimento (Fp 4.7), pois as coisas do Espírito são loucura para aqueles que não são da fé. A paz faz do crente um pacificador (Pv 15.18), alguém que com sua palavra transmite paz, segurança e amor: A palavra dura suscita a irá, mas a palavra branda desvia o furor (Pv 15.1). Como crentes devemos procurar manter o vinculo da paz com todos, sejam estes crentes ou descrentes (Rm 12.18). Agindo assim iremos honrar as palavras de Cristo. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou (Jo 14.27). Que a paz de Deus seja sempre o arbitro em todas as nossas atitudes e que por meio desta paz, façamos a diferença num mundo em volta de tendências pós-modernas. LONGANIMIDADE: No grego é "makruthumia" que significa uma qualidade atribuída a Deus, ou seja, que ele tolera pacificamente todas as iniqüidades do homem. Transliterando para a língua portuguesa é animo longo o que significa aquele que tem paciência diante de várias situações, em vez de ter animo precipitado (Pv 14.29). Na Bíblia encontramos referências sobre a longanimidade de Deus (I Pe 3.20), Jesus demonstrou toda a sua longanimidade diante de todas as situações ao qual foi alvo no seu ministério terreno. O Amor de Deus é derramado em nossos corações através da obra do Espírito Santo (Rm 5.5), assim esta virtude irá ajudar o cristão a ser longânime tanto com os seus irmãos, como em todas as situações de sua vida. Só mesmo com paciência para agüentarmos o fardo do dia a dia, mas se tivermos o amor como plataforma, o gozo na alma, como regozijo e a paz de Deus que excede a todo o entendimento como marca, certamente então demonstraremos o animo longo em todas as nossas atitudes, sendo uma expressão do domínio próprio, diante de todos os tipos de situações, sejam elas favoráveis ou não. Quando temos animo longo nos lembramos das palavras de nosso Senhor quando assim ensinou: Basta a cada dia o seu mal. (Mt 6.34). BENIGNIDADE: No original grego é "chestotes", que significa gentileza e bondade. Este termo também pode indicar excelência de caráter, honestidade, sendo Deus a sua fonte originaria e Cristo foi quem melhor exemplificou esta qualidade, passando a ser o nosso modelo Maximo de benignidade. O cristão que possui este atributo é gracioso, gentil, educado e amável. Na Bíblia podemos encontrar o exemplo de benignidade de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo (II Co 10.1). Paulo orienta a igreja de Corinto a viver na benignidade e no espírito, ou seja, viver de uma forma espiritual e com amor, para que possa transmitir isto com atitudes reais e não com hipocrisias ou com os problemas que ocorriam na cidade de Corinto em decorrência da falta de uma vida de benignidade e no Espírito (II Co 6.6). Os seguidores do evangelho não devem se inflexíveis e amargos, mas antes gentis e suaves (Martinho Lutero). Segundo Mathew Henry devemos viver com: Doçura de temperamento, sobretudo para com os inferiores, predispondo-nos a uma atitude afável e cortês, que nos deixa facilmente abordáveis, quando alguém nos magoa. BONDADE: O Termo grego usado para bondade é "agathosune" que significa retidão, prosperidade e gentileza. Sobre este tema o apóstolo Paulo orienta os crentes em Roma: " Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestardes uns aos outros". (Rm 15.14). Assim a bondade funciona como uma qualidade de generosidade e de ação gentil para com outras pessoas, sobre este tema Martinho Lutero assim expressou: Uma pessoa é bondosa quando se dispõe a ajudar àqueles que estão em necessidade.Este é grande desafio da bondade, transformar a mera reflexão em ação, ou seja, não ser bondoso apenas de palavras, mas com ações, amar realmente o próximo e lembra-se todos os dias que o meu próximo não é aquele que eu encontro pelos caminhos da vida, mas aqueles em cujo caminho eu me coloco. A bondade expressa a humildade que é a beleza da santidade, realmente se trilharmos caminhos bons, construiremos pontes entre as pessoas e não muralhas, seremos conhecidos não apenas pelo que pregamos, mas pelo que realizamos em vida, pois o grande interesse da vida não é viver, mas deixar marcas. FIDELIDADE: No original grego é "pistis", que significa fidelidade ou confiança. Esta fidelidade indubitavelmente tem a ver com a fé, pois quando temos uma fé com fundamento (I Jo 5.4), verdadeiramente somos fieis a palavra, pois procuramos viver segundo os ditames da sã doutrina. A fé é gerada em nós pelo ouvir e o ouvir vem pela pregação da palavra (Rm 10.17), assim quando nossa fé é baseada nas escrituras e não em emoções somos discípulos de Cristo (Jo 8.31), o que irá nos tornar fieis ao Senhor. Esta fidelidade é gerada em nós através da fé salvadora, que é o meio pelo qual o Espírito Santo gera em nós fé para aceitarmos o convite da salvação (Ef 2.8-9). A fé não é produto humano, mas uma ação divina, pois não vem de nós, mas é dom de Deus, é dado aquele que Jesus convida a salvação mediante a fé salvadora que é transmitida pela pregação da palavra de Deus. A fidelidade à doutrina é de suma importância para o caminhar cristão, pois o justo viverá da fé e caminhara de fé em fé rumo ao céu (Jo 1.17). MANSIDÃO: O vocábulo grego para mansidão é "prautes", que significa placidez e modéstia. Esta é uma das qualidades expressadas no sermão da montanha para aqueles que herdarão a terra. Os mansos herdarão a terra (Mt 5.5). Esta era uma das qualidades de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma". (Mt 11.29). A mansidão é associada com a mente de Cristo, consistindo-se em gentileza e bons tratos com o próximo, pois são marcas indissociáveis de quem possui a mente de Cristo. Ele nos ensinou mansidão (Lc 6.27-29), os servos de Deus devem possuir este atributo (Tg 3.13), e se revestirem continuamente de mansidão (Cl 3.12), para que possamos ter bom trato com os outros, um olhar mais humano sobre todos os acontecimentos do dia a dia, olhando tudo em volta com humildade e sobriedade, para que assim possamos nos conservar pacíficos, com serenidade e brandura que devem ser as marcas de um verdadeiro cristão. TEMPERANÇA OU DOMÍNIO PRÓPRIO: No grego é "egkrateia" que significa autocontrole, referindo-se a autodisciplina que um cristão precisa ter em sua vida. Tiago em sua epistola assim ensina: "Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito e poderoso para refrear todo o corpo". (Tg 3.2). Muitas vezes o egoísmo, as contendas querem prevalecer em nossas vidas, por isso devemos buscar aniquilar as obras da carne, para viver uma vida de moderação (II Tm 1.7), que é uma força contra a carne (Gl 5.17), fazendo com que o crente busque em tudo a direção do espírito (Gl 5.25). Se vivermos no espírito, andemos também no Espírito. Assim devemos procurar andar no espírito (Gl 5.16), pois se assim agirmos somos cheios do Espírito Santo (Ef 5.18), porque somos guiados pelo Espírito (Gl 5.18) e assim passamos a desenvolver a temperança ou o domínio próprio. A temperança traz ricas bênçãos, pois ajuda o crente a rejeitar o mal (Sl 141.4, Dn 1.8) e lhe dá o domínio para discernir todas as coisas mediante a sua rica experiência com a palavra de Deus (I Ts 5.19, At 10.17).



Pra. Micheline Nascimento

A fé e as emoções



A espiritualidade não pode depender dos sentidos ou dos sentimentos

Onde está o fundamento da nossa relação com Deus? É o desânimo que nos faz desistir da obra do Senhor? Adoramos apenas quando estamos alegres? Precisamos sentir um arrepio para saber que Deus está presente?

Os sentidos físicos são fundamentais para a comunicação do homem com o mundo material. Por meio deles, o corpo transmite impressões à alma, produzindo emoções e sentimentos. Entretanto, tais faculdades físicas e psicológicas não são eficazes em relação ao mundo espiritual, tendo apenas uma participação secundária e eventual. Como disse Paulo, embora Deus não esteja longe de cada um de nós, não podemos localizá-lo por meio do tato (At. 17.27). Também não somos capazes de ver o seu rosto.

É verdade que os sentidos são úteis porque por meio deles recebemos a Palavra de Deus. "A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm. 10.17). Uma vez gerada em nós, a fé passa a ser o fator dominante na nossa relação com o Senhor. O mais importante não é o que vemos ou o que sentimos, mas o que cremos com base na Palavra de Deus. Está escrito: "O justo viverá pela fé." (Hb. 2.4.)

Nossa vida não pode ser conduzida exclusivamente pelos sentidos físicos, pois eles estão sujeitos ao engano. O mal está por toda parte e, muitas vezes, se apresenta com boa aparência (2Co. 11.13-14). É o lobo com pele de cordeiro (Mt. 7.15). Podemos comparar essa realidade àquele episódio, quando Jacó se cobriu com a pele de um animal para se fazer passar por seu irmão Esaú. Os sentidos físicos de Isaque foram enganados, principalmente porque um deles, a visão, já não funcionava (Gn. 27).

No episódio da tentação, Eva ouviu a voz do Inimigo; ficou deslumbrada ao ver o fruto proibido e acabou tocando nele e comendo-o. Seus sentidos foram atraídos e dominados pelo mal (Gn. 3).

Outro exemplo pode ser observado em 1 Samuel 16. O profeta ficou admirado com a aparência dos irmãos de Davi e, por pouco, não ungiu a pessoa errada.

Concluímos que os sentidos físicos podem ser iludidos, levando a alma ao engano de emoções manipuladas. Constatamos isso, por exemplo, no poder dos filmes e novelas que provocam o riso, o choro, a simpatia e a ira diante de situações irreais.

Temos a tendência de viver dependendo daquilo que sentimos ou vemos. Quando estamos diante de algo com aparência grandiosa, ficamos impressionados e isso pode afetar indevidamente nossa espiritualidade. Por isso é que as imagens de ídolos e as grandes catedrais são tão importantes em algumas religiões. Em alguns casos, as chamadas artes sacras são usadas na tentativa de se preencher o vazio de uma doutrina mentirosa. Qualquer estátua que se fabrique, tendo qualidade artística, será facilmente aceita como objeto de culto, ainda que não represente uma pessoa real. Os discursos eloqüentes também podem exercer uma influência muito forte, mesmo que a sua mensagem seja uma heresia. A visão e a audição despertam nossas emoções e isso pode ser confundido com experiência espiritual.

A fé na palavra de Deus é a base sólida de uma espiritualidade sadia

Fé não é sentimento. É certeza, convicção. Por meio dela, nosso espírito tem acesso a Deus e ao mundo espiritual.

Observemos a firmeza da fé nas palavras do apóstolo: "Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus..." (Rm. 8.28). Paulo não disse: sentimos ou vemos, mas sabemos. É algo claro, concreto e inabalável. Se Deus disse algo, nós sabemos que isso é realidade. Não dependemos de sentir ou ver alguma coisa.

Quando estava mergulhado na tribulação, ele disse: "Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra." ( 19.25.) Se fosse depender de seus sentidos e sentimentos, estaria perdido.

Jesus disse: "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Mt. 18.20.) Sua Palavra é o que nos basta. Se sentimos a sua presença, ele está entre nós. Se não sentimos, ele está também. Devemos crer porque ele prometeu. Como disse Paulo: "Andamos por fé e não por vista" (2Co. 5.7). Esse é um dos aspectos do "andar no espírito", outra expressão paulina (Gl. 5.16).

Mesmo que a realidade exterior tente me convencer do contrário, eu devo permanecer firme pela fé. As circunstâncias podem ser adversas, mas a Palavra de Deus permanece imutável. Se estivermos firmados nela, também seremos inabaláveis.

Outras palavras chegarão aos nossos ouvidos. Nossos sentidos serão assediados por muitas influências, mas nossa vida espiritual deverá estar fundamentada na fé que depositamos sobre a Palavra de Deus.

Emoções controladas pelo espírito

Com tudo isso, não estamos desvalorizando as emoções humanas, mas apenas colocando-as nos seus devidos lugares. Vivendo pela fé, o Espírito Santo age em nosso espírito, que muitas vezes alcança nossa alma produzindo emoções. Um dos aspectos do fruto do espírito é a alegria (Gl. 5.22). Esta não depende de estímulos externos, mas vem de dentro para fora, até mesmo em meio às tribulações.

Os sentimentos não podem ser ignorados, mas não podemos ser controlados por eles. Assim como os sentidos físicos, as emoções são importantes na experiência espiritual, mas não são determinantes. Quem vive movido por sentimentos será uma pessoa instável e sempre desconfiada em relação às coisas de Deus.

Nossa filiação divina, o perdão dos nossos pecados, a certeza de vida eterna e a posse dos nossos direitos espirituais não dependem daquilo que sentimos, mas da Palavra de Deus, que é fiel e não pode mentir. Devemos encarar tudo isso como fatos espirituais consumados.

Nosso compromisso e fidelidade ao Senhor também não podem depender de sentimentos. Não seremos movidos pelo entusiasmo nem detidos pelo desânimo. Estamos determinados a continuar nosso trabalho até o fim. Emoções negativas podem ser ameaçadoras, mas iremos apresentá-las ao Senhor em oração para que ele as controle pelo seu Espírito.

Vivendo pela fé seremos firmes. "Os que confiam no Senhor são como os montes de Sião, que não se abalam, mas permanecem para sempre." (Sl. 125.1.)






Pra. Micheline Nascimento

MINHA VISSÃO

Cumpro um mandado de Deus para impactar o mundo. Sou chamada para apresentar o Evangelho aos perdidos, discipular nações, alimentar aos famintos, dar roupa aos pobres, ministrar aos velhos, órfãos e viúvas, visitar os que estão aprisionados e alcançar pessoas de todas as idades e de caminhos diferentes nesta vida. Deus nos requereu que ensinássemos pessoas a aplicar a verdade Bíblica em todas as facetas da vida, e a encorajar Cristãos a influenciar o mundo ao redor deles de todas as formas. (ver Mateus 28:18-20. Isaías 1:17).

Com orações e apoio da IBRM"Ministério Pr. Edson Junior" ,IBMJP"Ministério Bp.Edvan Ferreira" e amigos, apresento uma mensagem criativa e relevante de Cristo e seu amor pelas pessoas ao redor do mundo através da utilização das mais poderosas formas de comunicação e mídia disponíveis e através do desenvolvimento e distribuição de material com ensino prático.

Fornecemos ajuda humanitária global para pessoas feridas, e ensinamos aos Cristãos e não Cristãos a desfrutar da vida diária aplicando os princípios bíblicos em tudo o que fazem. (ver João 10:10).

Meu propósito (objetivo) é alcançar todas as nações, todas as cidades, todos os dias com o Evangelho de Cristo.